Água, bordado e sensibilidade dão vida e cor à aprendizagem

Água, bordado e sensibilidade dão vida e cor à aprendizagem

Dezembro 06, 2018

Alunos de escola em Brasília visitam a exposição Entre Rios – Entre Nós e recriam suas próprias obras de arte

           

Quando falamos de arte corremos o risco, por vezes, de ficarmos restritos a aspectos puramente estéticos, ou seja, da beleza das obras e do encantamento que elas nos provocam. Contudo, não podemos nos esquecer do poder transformador que a arte tem sobre as pessoas. Além da beleza; a arte é emoção, é a mensagem do artista para o mundo. Por meio dessa emoção ela nos toca, nos faz parar para contemplar e refletir sobre temas que de outra forma não faríamos.

A arte é, portanto, uma linguagem para educar. E arte e educação tem tudo a ver porque ela promove a educação a partir de outra perspectiva, que é a educação para o sensível. Não por meio de conceitos racionais, mas pelo sentir e pela contemplação.  Nesse artigo relatamos um exemplo desse tipo de abordagem.  Um caso em que utilizamos a linguagem da arte do bordado para levar a alunos de Brasília o entendimento de valores humanos e amor a natureza.

No período entre 22 de fevereiro e 01 de abril de 2018, esteve aberta ao público a Exposição “Entre Rios – Entre Nós”, no Museu Nacional da República.

A exposição foi resultado de um trabalho de Educação Ambiental da empresa Ñanduti Planejamento Projetos, que foi belamente coordenado pelo Grupo Matizes Dumont durante o ano de 2016 e 2017. No período foram realizadas também visitas guiadas para jovens e crianças de escolas de Brasília.

Essa visita não aconteceu por acaso. A inserção na comunidade é uma das propostas do Grupo Matizes Dumont com o objetivo de mobilizar crianças e jovens para o Cuidado e o Bem Viver. Quando a exposição “Entre Rios – Entre nós” ficou pronta, algumas escolas públicas e particulares de Brasília foram convidadas para uma sessão de Visita Guiada. Essa atividade foi promovida pelos artistas Dumont em parceria com Andréa Boni, contadora de histórias e focalizadora de danças circulares.  A vivência consistiu em contação de histórias, rodas de conversa, contato com sons, cores e com o próprio bordado.

 Visita guiada “convivência” com as águas

O resultado surpreendeu todos e emocionou o Grupo Matizes Dumont. “A ideia cresceu e a linguagem que os alunos utilizaram para expressar os sentimentos que surgiram durante a visitação ficou linda. Foi um trabalho bem meticuloso, pesquisado e discutido dentro da escola, dirigido pela equipe de arte da escola”, declara Sávia Dumont, que acompanhou a Visita Guiada e realizou oficina de bordados para as crianças.

“Tudo que se faz em uma escola precisa ter intencionalidade”, afirma Maria Itelvina Prateado, Supervisora Pedagógica da Educação Infantil e do Ensino Fundamental do Sigma. “Compreendemos que visitar exposições de arte é uma excelente oportunidade de despertar a curiosidade e a sensibilidade das crianças, além de contribuir para a formação estética e humana, pois os alunos podem ampliar as formas de olhar, experimentar, conhecer e apropriar-se com prazer da produção humana”, continua.

 

Água e arte dão vida e cor à aprendizagem

           

Água é o tema central do projeto “Entre Rios – Entre Nós”, e conhecer as bacias hidrográficas do Brasil por meio de bordados tecidos pelos próprios moradores ribeirinhos é uma experiência transformadora para todos os visitantes da exposição, em particular para estudantes. Os educadores sabem, não apenas por teorias pedagógicas, mas especialmente por experiência, que o processo de aprendizagem tem impactos positivos e perenes quando a escola contempla, em seu projeto político pedagógico, uma educação para o sensível.

“O contato com a arte”, explica a Supervisora do Sigma, “favorece diretamente a formação do indivíduo, tornando-o mais crítico, reflexivo e desenvolve, no sujeito, o sentimento de integração e pertencimento. Assim, exploramos vários aspectos relacionados ao Rio São Francisco, à população ribeirinha, às diferentes manifestações culturais, à possibilidade criativa de releituras e representações das artes apreciadas na Exposição”.

Ninguém de fora

           

Segundo Maria Itelvina, os pais dos estudantes se envolveram no processo em todas as etapas, não só no apoio à iniciativa, mas também marcando presença no dia da visita. Muitas famílias enviaram materiais para os alunos confeccionarem suas releituras e nos procuraram para falar da riqueza e da beleza dos trabalhos das crianças, reconhecendo o papel da escola em contribuir para a ampliação do repertório cultural de seus filhos”.

A educação ambiental é onipresente em todos os projetos do Grupo Matizes, direta ou indiretamente. “Faz parte de nossa política interna envolver as escolas em tudo que criamos, pois é na escola que o indivíduo pode ter acesso a ideias como sustentabilidade, meio ambiente, qualidade de vida e gestão da saúde pessoal”, diz Marilu Dumont. Sua irmã Sávia reforça: “a escola é um grande veio de aprendizado. Um lugar especial para trabalhar a arte, a criatividade, a liberdade de expressão. Como somos arte educadores, trabalhar com a escola é uma oportunidade ímpar para parcerias culturais e valoração da manualidade”.

O projeto “Entre Rios – Entre Nós” utiliza o bordado como linguagem facilitadora dos processos de educação e sensibilidade. Ao usarem tinta e cola na releitura dos bordados resultantes desse projeto, os alunos confirmam o potencial mobilizador e multiplicador da arte do bordado. O êxtase estético que a contemplação de beleza proporciona não consegue ficar quieto dentro daquele que contempla. Tem que sair de alguma forma e a arte é a grande facilitadora desses processos de troca, de expressão maior da experiência interna.

Sávia lembra que o Grupo Matizes Dumont está aberto a parcerias com escolas, em especial com alunos do Ensino Fundamental. “Ficamos honrados com a parceria com a escola, com as crianças, com os professores e pais. Esse é o caminho para a ampliação da criatividade humana. Trata-se de uma oportunidade para que as expressões artísticas se multipliquem, se disseminem e que todos, independentemente de classe social, tenham a cesso à arte”.

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