Bordado livre

O bordado livre: uma mistura de técnica, amor e ousadia

Novembro 19, 2018

Como fazer um bordado misturando técnica e ousadia? Bordado livre é a resposta. Mas essa liberdade não cai do céu. É uma conquista. Como assim? Existe um passo a passo lógico.

Primeiro aprendemos uma técnica e depois ousamos transcender essa técnica nas asas da liberdade criativa. Casar técnica e ousadia exige jogo de cintura. Para você que está procurando ir além do bordado para iniciantes, podemos dizer que só o amor pela arte garante um bom casamento entre técnica e ousadia, duas coisas aparentemente opostas. 

 

Principais aspectos sobre o bordado livre

 

Foto de Luara Baggi

Foto de Luara Baggi

 

Vamos conversar aqui a respeito dos principais aspectos do bordado livre. Um dos mais interessantes é tentar compreender como se pode misturar dois reinos tão diferentes quanto a técnica e a ousadia.

Quando se fala em técnica, o que lembramos? Modo de fazer. Desenvoltura, agilidade. Conjunto de procedimentos. E a palavra ousadia, o que nos faz lembrar? Desembaraço. Atrevimento. Transgressão. Coragem de enfrentar o imprevisto.  Logo, se técnica tem a ver com procedimento, ousadia é atitude.

Construir uma ponte entre os mundos da técnica e da ousadia é o que nós, Grupo Matizes Dumont, fazemos em nossos bordados, justamente por nossa maneira de ver e estar no mundo. A experiência nos ensina que é impossível conectar a rigidez da técnica com a flexibilidade da ousadia sem o toque mágico do amor pela arte ou sem a vontade de criar algo novo na vida. Sem técnica ficaríamos perdidos em repetições cíclicas. Sem ousadia não haveria espaço para o novo. Mas o que é a técnica?

 

  Foto de Luara Baggi

Foto de Luara Baggi

Lembra quando dissemos que técnica e ousadia são “aparentemente” opostas? Na verdade, elas se complementam. É o domínio da técnica e a flexibilidade da ousadia que nos dão segurança e liberdade para abrir janelas de criatividade.

 

Primeiros cuidados

Ao sentar para bordar, fique atenta aos procedimentos que devem ser observados, para o bem do seu bordado e da sua postura. Procurar uma cadeira confortável, pegar o pano (com ou sem bastidor, depende de seu jeito), manipular corretamente a agulha, mantendo-as em agulheiro ou organizar a caixa de linhas por tons para facilitar as escolhas são algumas das técnicas que contribuem na organização criativa e na vida de bordadeiras. Embora simples, são procedimentos que garantem não apenas segurança e prazer, mas também um melhor aproveitamento do tempo.

 

Técnicas relativas aos pontos de bordado

 

Próximo ponto

Depois vêm as técnicas relativas aos pontos de bordado propriamente ditos. Cada ponto tem um nome e não é por acaso. Sempre tem algo a ver com a aparência do ponto ou com uma historinha que justifique seu nome. Investigue essas histórias, pesquise as culturas que usam mais esse ponto de bordado, leia sobre a história da arte do bordado à mão, mergulhe no imaginário do bordado livre sem reservas. Lá na frente você vai entender por quê.

Repita, insista nos tipos de pontos de bordado previamente selecionados, dando preferência aos traçados simples. Em pouco tempo será possível bordar temas mais complexos e que exijam mais de sua técnica, até sentir que tem domínio sobre ela. Como identificar esse momento? É quando a agulha passa a deslizar pelo pano sem que sua mente fique buzinando: “será que está certo? Será que está torto? Será que isso e aquilo?”.

 

E a ousadia, onde fica?

 

A ousadia sempre vem de mansinho. Aquele mergulho no imaginário dos bordados nutre algo interno que nem sabemos nomear. Quando você menos espera, uma voz interna começa a questionar: ‘e se essa linha aqui der duas voltas em vez de uma? E se eu interromper este ponto no meio desse traço e continuar depois com outro ponto? E se, e se, e se... Assim é a voz da ousadia que atravessa confiante os mares de medos e inseguranças. Tudo em nome da beleza, claro. Você ousa e vê que ficou bom. Se não ficou, puxa o fio e desmancha. Crie. Recrie. Recomece.

Lembra quando dissemos que construímos pontes em tudo que fazemos por nossa maneira de ser e estar no mundo? O segredo da construção dessas pontes é ser capaz de sair de um ponto e chegar a outro, equilibrando técnica, ousadia e criatividade. E de onde vem a criatividade? Seja de onde for, lá existe amor. Por isso dizemos que, sem amor à arte, o bordado esfria na técnica ou desanda na ousadia. Uma notícia boa é que todos temos um ser criativo dentro de nós. Podemos despertá-lo ou não.

O que fazer para aproximar-se da sua criatividade?

 

Essa pergunta dá muito pano pra manga, como diz o mineiro. Vamos falar de criatividade muitas vezes aqui. Por hoje é o seguinte, para trazer à tona seu lado criativo, o bordado livre é um caminho bom e agradável no universo das manualidades. Dizem que o primeiro passo é a metade do caminho. Técnicas para dar os primeiros e muitos outros pontos de bordado você pode encontrar aqui com a gente. Mas dar o primeiro passo é uma ousadia que só pertence a você.

 

 

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